“Nós assinámos um tratado de extradição com a África do Sul, e contamos muito com isso”

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O secretário de Estado adjunto para os Assuntos Africanos reiterou nesta terça-feira, 12, que a justiça dos Estados Unidos aguarda a extradição do antigo ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, detido na África do Sul, a pedido da procuradoria de Nova Iorque.

“Os Estados Unidos esperam que a África do Sul extradite Chang”, afirmou Tibor Nagy numa conversa com jornalistas por telefone, a partir do Ruanda onde se encontra desde ontem, quando iniciou uma visita por quatro países africanos.

“Nós assinámos um tratado de extradição com a África do Sul, e contamos muito com isso”, concluiu Nagy, que é a primeira autoridade do Governo americano a pronunciar-se sobre o assunto.

Na semana passada, Brian Benezkowski, procurador-geral adjunto da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, avisou que os Estados Unidos tudo irão fazer para julgar todos os envolvidos no esquema das “dívidas ocultas” em Moçambique, e que levou ao branqueamento de certa de 200 milhões de dólares no sistema financeiro americano.

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“O Departamento de Justiça e os nossos parceiros estão empenhados em usar todos os meios à nossa disposição para levar a tribunal aqueles que se envolvem em lavagem de dinheiro, fraude financeiro e corrupção a custos de investidores dos Estados Unidos, onde quer que esses indivíduos estejam”, garantiu Benezkowski numa declaração emitida por aquele órgão.

Subsecretário de Estado na África do Sul

Refira-se que nesta terça-feira, 12, o subsecretário de Estado americano, John J. Sullivan, inicia uma viagem à África do Sul.

Apesar da agenda da visita estar centrada no comércio e na estratégia americana para o continente africano, não se descarta a possibilidade de que Sullivan possa abordar o caso Manuel Chang com as autoridades sul-africanas.

Manuel Chang está detido em Joanesburgo desde 29 de Dezembro de 2018 a pedido da justiça americana, que o acusa de fraude e lavagem de dinheiro no conhecido caso das “dívidas ocultas”.

Além de Chang, foram detidos três antigos directores do banco Credit Suiss, em Londres, que aguardam pela decisão do tribunal sobre o pedido de extradição para os Estados Unidos, cuja justiça tem em custódia o empresário libanês Jean Boustani, considerado o ponto de ligação entre as autoridades moçambicanas e o banco londrino.

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