Quarta-feira, Janeiro 23, 2019
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Homens obcecados com o ginásio têm maior risco de sofrer com esta doença…

Homens que vivem obcecados com a prática de exercício físico apresentam um risco maior de virem a sofrer de depressão.

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Aspirar por um corpo mais musculado pode ter igualmente graves consequências na saúde mental dos indivíduos do sexo masculino, avisa um novo estudo.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Ciência e de Tecnologia, na Noruega, e da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, resolveu analisar a relação entre o transtorno de imagem corporal masculino e a saúde mental.

Os académicos apuraram que os indivíduos obcecados com o físico apresentam uma maior probabilidade de virem a padecer de depressão, para além de estarem mais propensos a beber álcool em excesso e a utilizar suplementos ilegais, tais como esteroides anabólicos.

O estudo apurou ainda que 10% dos homens sofrem de transtorno de dimorfismo corporal, que faz com que pensem ter excesso de peso e desejem ser mais magros.

Para efeitos daquela pesquisa, os investigadores entrevistaram 2,460 homens, de idades compreendidas entre os 18 e os 32 anos, acerca dos seus hábitos de ginásio e opiniões sobre os seus corpos.

Algumas das inferências mais comuns incluíram ‘sinto-me mal se perder um treino’, ‘acho que o meu tronco não está suficientemente musculado’, e ‘estou a considerar tomar esteroides’.

A médica Trine Tetlie Eik-Nes, que liderou o estudo, disse em declarações à publicação britânica The Telegraph: “O problema geralmente tem como base o desejo irrealista de ter um físico igual ao de atletas como o Cristiano Ronaldo – que são considerados o ideal para homens com vidas e empregos comuns, que estudam e têm filhos”.

“Estes homens falham em compreender que atingir o físico ‘perfeito’ é um trabalho a tempo inteiro, sobretudo se querem ter a aparência de alguém como o Ronaldo”.

“Esse atleta pertence a uma elite mundial que faz do desporto de alto nível a sua vida e profissão. Algumas pessoas treinam como se estivessem prestes a competir num campeonato, e esquecessem que são simples indivíduos a praticar uma modalidade”, explicou a clínica.

“Espera-se que as mulheres sejam magras e tenham cinturas estreitas e que os homens tenham ombros largos e músculos desenvolvidos”.

“E é com estas noções pré-concebidas que fomos criados. No entanto, estas aspirações irreais provocam stress, ansiedade e depressão nos indivíduos”, concluiu Trine Tetlie Eik-Nes.

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